Cultura pra quê?

Onde se encontra algo bom e barato em termos de filme, música ou mesmo livro? Na internet, claro! Mas primeiro, a minoria das residências no Brasil têm acesso, e nem todo mundo que tem internet sabe como obter mídia sem pagar direitos autorais, via p2p ou cloud, como quem usa torrent ou 4shared. Canais de tv aberta têm o conteúdo muito padronizado e quem quer alguma coisa diferente não encontra, quem busca o diferente é minoria. Difícil, portanto, medir com precisão a quantidade de contato com informação de qualidade que o cidadão tem, mesmo com todas as metas do Plano Nacional de Cultura. Existe quem defenda que o brasileiro não lê porque não quer, por exemplo. Eu discordo, ele simplesmente não foi acostumado já que não teve exemplos.

O contato com a arte, aqui, é visto como uma fuga do cotidiano, quando a lógica deveria ser a reservar um pouco de tempo todos os dias. Fato é que, mesmo entre pessoas com as quais se tem muita afinidade, é difícil debater sobre música e literatura. Claro, existem outras artes como teatro, inacessível para a maioria, e cinema, mais popular, sobre o qual as discussões são frequentes, mas os filmes abordados normalmente são blockbusters de holywood que dificilmente despertam num brasileiro a reflexão sobre algo do seu dia a dia. Dessa forma, fica cada vez mais evidente que em pleno século 21, continua acontecendo a mesma coisa de quinhentos anos atrás: os ricos receiam que os mais pobres tenham acesso a informação, já que assim podem questionar um ciclo que se repete há séculos.

 

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