3 casos emblemáticos de extremismo religioso

Não existe conceito acadêmico para religião. Em termos gerais, podemos restringi-la a uma abstração de crenças em eventos sobrenaturais baseados em textos, profecias, lugares sagrados, cuja prática se dá em forma de diversos tipos de rituais, desde orações a sacrifícios. Já a violência é muito bem definida pela Organização Mundial da Saúde (OMC) como “o uso intencional de força física ou poder, ameaçados ou reais, contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade, que resultem ou tenham grande probabilidade de resultar em ferimento, morte, dano psicológico, mal desenvolvimento ou privação”. O problema, porém, está em justificar a sua origem e, desta forma, sabemos que é impossível não associá-la a fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, entre outros. Religião, portanto, como prática cultural, não deixa de ser uma entre varias causas. Seria pretensioso listar os relatos a seguir como pura e simplesmente “violência religiosa”, já que o conceito e absolutamente controverso mesmo entre estudiosos de ambos os temas. Cabe a cada leitor interpretar os fatos, buscar informações além deste curto texto e tirar suas próprias conclusões.

Warren Jeffs: Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS)

Jeffs se autodenominava profeta e muitas das comunidades FLDS ainda o consideram como seu líder atual. Até janeiro de 2004, a Igreja controlava grande parte de Colorado City e de Hildale, em Utah. O “profeta” especificamente ensinava que um membro devoto da igreja deveria ter pelo menos três esposas para entrar no céu, e quanto mais mulheres um homem tivesse, mais perto estaria da glória. Não obstante, Jeffs pregava que “a raça negra é o povo através do qual o diabo sempre foi capaz de trazer o mal para a terra.” Em 2006 esse tremendo filho da puta entrou na lista dos dez mais procurados do FBI e um ano depois foi condenado a prisão perpetua, no Texas, por diversos abusos sexuais de meninas entre 12 e 15 anos. Virou até filme.

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)

A mais ambiciosa e eficiente organização terrorista que se tem noticia não atinge tais resultados por acaso: ciente de que propaganda e comunicação são aspectos cruciais para seu crescimento, o Estado Islâmico funciona como uma matriz que incorpora diversos grupos jihadistas locais, alem de dispor de um pequeno, porém não desprezível, exercito de pelo menos 20 mil soldados em diferentes países. Quando conquistam uma determinada cidade, seus líderes decretam um califado cujo funcionamento institucional se da com base em uma interpretação rigorosa da lei islâmica que “permite” a escravidão sexual de crianças e execução pública e espetaculosa daqueles que não aderem ao código.

Expansão sistemática de assentamentos israelenses na Palestina

Ao mesmo tempo em que o governo israelense se recusa a reconhecer a Palestina como uma entidade política e diplomática independente, especificamente na Cisjordânia, sionistas radicais expandem o território rapidamente, expulsando palestinos e contribuindo para a crise migratória no oriente médio. É importante enfatizar que a maioria dos colonos judeus não se envolve em atos violentos, porém, respaldados pela Administração Civil Israelense, a ocupação de territórios outrora “mistos” por uma esmagadora maioria judaica aumenta a tensão na região. A postura de forma alguma se mostra favorável à criação de condições para a abertura de conversações diretas e, pelo contrário, abastece a motivação de palestinos jihadistas dispostos a combater da mesma forma como são expulsos: com armas e explosivos.

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